Atirador mata mais de 50 pessoas e fere 400 ao abrir fogo durante show em Las Vegas
02/10/2017 - 10h38 em Mundo

 

Atirador mata mais de 50 pessoas e fere 400 ao abrir fogo durante show em Las Vegas

                                            Tiros foram disparados do alto de um hotel na avenida mais movimentada da cidade

 

Centenas de pessoas feridas a tiros foram levadas a hospitais de Las Vegas, nos Estados Unidos, na noite deste domingo (1º), após um atirador abrir fogo contra a plateia de um festival de música country ao ar livre na principal avenida da cidade, a Strip. O University Medical Center informou que mais de 50 pessoas morreram e pelo menos 400 estão feridas. Ao menos 14 feridos seguem em estado grave. O festival de música country envolveu cerca de 30 mil pessoas, em três dias de duração. Quando o ataque ocorreu, o artista final começava a tocar. 

Este foi o ataque com maior número de vítimas nos Estados Unidos, superando o atentado de 2016 em uma casa noturna em Orlando, Flórida, quando um atirador que alegou ter ligações com a organização terrorista Estado Islâmico matou 49 pessoas.

A polícia informou que o processo de identificação dos corpos deve ser demorado.

O atirador

A polícia encontrou o atirador morto, no 32º andar do resort Mandalay Bay, que fica em frente ao local onde ocorria o festival, de onde foram disparados os tiros. A suspeita é de que ele tenha se suicidado logo após atirar contra a multidão. Vários armamentos foram encontrados no quarto que o atirador ocupava - pelo menos oito armas de fogo e duas plataformas de apoio. 

O homem foi identificado pela polícia como o morador local Stephen Paddock, 64. Um porta-voz afirmou que a motivação dele para o crime é desconhecida. As autoridades acreditam que ele agiu sozinho e que não tinha ligações com nenhum grupo terrorista. O check in de Paddock no hotel teria sido feito na quinta-feira (28).

 

 

Dois carros de propriedade dele foram localizados pela polícia durante a investigação, assim como Marilou Danley, uma mulher que dividiria um apartamento com o atirador. Ela foi interrogada e, conforme a polícia, não é considerada mais “pessoa de interesse”, já que não teria envolvimento no ataque.

A polícia ainda procura um veículo Hyundai Tucson, com placas do estado de Nevada.

"Confirmamos que um suspeito foi morto. A investigação está em curso. Pedimos novamente a todos que não se dirijam ao local neste momento", escreveu a polícia de Las Vegas, em sua conta no Twitter.

Condolências

Nas redes sociais, o presidente americano Donald Trump enviou condolências aos familiares das vítimas do atentado. “Deus abençoe vocês”, Trump escreveu no Twitter.

No momento do ataque, o cantor Jason Alden começava a cantar no festival. Ele também se manifestou nas rede sociais após o ocorrido. “Dói o meu coração que isso tenha acontecido com pessoas que estavam apenas curtindo o que deveria ter sido uma saída divertida”, disse.

O governador do estado de Nevada, Brian Sandoval, classificou o ato como trágico e hediondo. “Nossas orações estão com as vítimas e todos afetados por esse ato de covardia”, disse ele. 

O ministro de relações exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, expressou pesar em um comunicado oficial e disse estar "pronto para ajudar no que for preciso". "O Reino Unido está junto ao povo americano contra essa violência indiscriminada. Meus pensamentos estão com todos aqueles afetados", afirmou. 

Johnson informou que seu ministério estava em contato com as autoridades de Las Vegas para verificar se algum cidadão britânico estava presente no momento do ataque.

 

Os ex-presidentes Bill Clinton e Barack Obama, além de líderes europeus e o primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, também manifestaram suas condolências aos familiares das vítimas do atentado. 

 

Bloqueio

Após o ataque, voos previstos para o Aeroporto Internacional McCarran, em Las Vegas, foram desviados para outras cidades próximas. A polícia também bloqueou diversas ruas na sequência.

 

Com informações do www.gazetadopovo.com.br

 

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